quinta-feira, 10 de março de 2011

Livros: Pequena Abelha - Chris Cleave

Pequena Abelha
O Mundo Oculto
    Não entendo porque a divulguação deste livro nos pede para não revelar o enredo, dizendo que "é uma história especial". Enquanto histórias como Pequena Abelha continuarem a serm tratadas como "especiais", continuaremos cegos para o quanto essa realidade é comum. Mas, como não quero ser alvo de repreenções por revelar o enredo, também vou ocultar alguns fatos. O livro do intenso Chris Cleave tem 267 páginas e foi editado pela Intrínceca. Trata de uma realidade oculta pela mídia, de um mundo de horror escondido debaixo de nossos olhos.
    Do enredo, direi apenas: o assunto é África, e vemos as diferenças de realidade entre o mundo africano e o europeu. É centrado na vida de duas mulheres, uma africana e uma britânica, que, pelo acaso, se encontram.
    O que achei muito interessante foi o fato de o narrador mudar a cada capítulo, ora sendo Abelinha, a africana, ora sendo Sarah, a britânica, quem narra. Isso nos possibilita ver a diferença de mentalidade entre quem mora em cada "mundo" (digo mundo, pois a diferença de realidades é tão intensa, que chega a ser duvidável que as duas realidades pertençam ao mesmo planeta). O livro nos faz acordar um pouco para essa realidade tão pouco mencionada nos meios de comunicação, expondo muitas verdades, mas não apresenta soluções para aquele horror: me sinto impotente diante de tudo aquilo.
Mas o livro não é apenas expositivo. Cleave nos faz refletir sobre muita coisa. Fala muito sobre valores, diferenças de costumes entre os povos. Além disso, me fez ver o quão o conceito de felicidade é subjetivo. Abelinha é mais feliz que Sarah. Como uma menina nigeriana que sofreu tanto quanto ela pode ser tão feliz? Já Sarah não sabe de onde tira problemas para reclamar, mesmo em sua vidinha confortável. O que isso quer dizer? Que a vida de Abelinha é mais simples e por isso ela é mais feliz, ou que a felicidade só depende de nós mesmos, e não do meio em que vivemos? Acho que Abelinha sabe lidar melhor com as pessoas, Sarah não sabe, tanto que sentiu necessidade de trair o marido, e não educa direito seu filho. Talvez a felicidade esteja nisso, em aprender a lidar com as pessoas, independente do contexto em que se vive. Depois de ler este romance, estou passando a acreditar que sim. Saber lidar com as pessoas é igual a conseguir o que quer (ajuda, facilidades e aprendizado). Além disso tudo, percebi que Abelinha é muito sábia, mas tão inoscente! Inocência e sabedoria tem algo a ver? É possível que, sem estar corrompida com os costumes e dogmas, uma pessoa tenha a mente mais limpa, e, portanto, seja mais sábia. Talvez.
    O fato de o autor conseguir despertar todos esses sentimentos em mim já lhe garante minha admiração. Fiquei com a impressão de que ele é muito inteligente e que pesquisa muito para escrever (como já disse, essa realidade não é muito falada na mídia). Vale mais do que a pena para quem aguenta um choque de realidade muito intenso de um um mundo cruel escondido sob o nosso.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Vida: Escola vs Vida Pós-Vest

   É bom fazermos sacrifícios para conseguir o que queremos, isso mostra o quanto somos batalhadores. Mas precisamos de um objetivo que nos motive a fazer tal sacrifício. No caso de estudar, quando somos crianças ou adolescentes, é passar no vestibular um dia. Quantas vezes já perguntamos à nossa professora: "Professora, para que vamos usar isso na nossa vida?" e recebemos como resposta: "Esse é um assunto que cai muito no vestibular". Eu, pelo menos, já ouvi isso pelo menos uma centena de vezes. Mas e depois do vestibular? O que vejo na educação brasileira é uma lavagem cerebral com o intúito de mascarar para nós a vida real, ao invés de nos ensinar sobre ela. Vejam bem: nos conveceram de que uma prova é importante o suficiente para te fazer estudar mesmo o que te deixa com sono e irritado(a) com o objetivo de nunca mais ver isso na sua vida. Mol, nome das diferentes células durante a evolução, nome dos animais e a que grupo biológico pertence, fórmula estrutural da glicose, estatística, logarítmo, função exponencial... Já parou para pensar quanta coisa inútil (dependendo da sua área)? 
   "Vou estudar isso mesmo não gostando para passar no vestibular". E depois do vestibular? "Depois eu esqueço e não quero ver isso nunca mais".
   Não seria melhor não estudar, então? Eu sei, todo mundo sabe da existência desse problema que eu estou falando, mas todos abaixam a cabeça e aceitam. Então, vamos continuar ralando e fazendo sacrificios por nada. O governo podia fazer alguma coisa, mas, ao invés de substituir o nosso método de ensino por um mais focado na área de conhecimento de cada um, como todo bom país desenvolvido fez, nosso Estado prefere discutir projetos como a inclusão da matéria Língua Esperanto na nossa agenda escolar (não é brincadeira, eles fizeram isso). Mais matéria inútil, mais alienados ficamos, pois, quanto mais precisamos aprender aquilo que não gostamos, mais tempo é necessário sentar a bunda já quadrada na cadeira para estudar muito, ao invés de sair para ver o mundo. Que grande conhecimento estão nos dando. Ensinam coisas que nunca vamos usar na vida, e estudamos cada vez mais essas coisas e vivemos cada vez menos. Deixamos nossa vida passar por conta de matérias inúteis que precisam (ou não) ser estudadas. Que ótima educação. E pior é que estamos convencidos de que é certo fazer isso, por causa de toda a lavagem cerebral feita por  nossos professores.



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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pensamentos: Palavra # seu significado


    O AMOR É A COISA MAIS IMPORTANTE QUE EXISTE. Não. Isso não quer dizer que eu sou uma menininha romântica que sonha com o casamento perfeito com o cara perfeito. Quis dizer que o mundo está cheio de ódio e que se as pessoas dedicassem um pouquinho do seu tempo a amar e não odiar, todos seriam mais felizes. Viram como as palavras são perigosas? Eu quis dizer amor no sentido de compaixão e união, mas todos, quase que por instinto, concluíram que eu dava valor ao romance e à vida amorosa de casal. Isso me preocupa muito. As pessoas interpretam erroneamente, sem se darem conta, uma porção de palavras muitas vezes ditas por pessoas importantes e levadas a sério. Isso acontece com mais frequência do que se imagina. Por exemplo: você sabia que, na frase “navegar é preciso, viver não é preciso”, da época das grandes navegações, preciso está no sentido de precisão e não no sentido de necessário? Ou que “Adão e Eva” é uma metáfora (reconhecida por estudantes da bíblia)?
    Há também palavras que tinham um certo sentido no passado, mas que, com o tempo, esse sentido mudou. O grande problema é que, alguns dos novos sentidos não são reconhecidos pelo dicionário, embora todos usem a tal palavra naquele novo sentido. Então muitas pessoas acham que, por usarem aquele vocabulário, estão dizendo coisas erradas, e param de usá-lo. E é aí que mora o perigo. As pessoas estão até deixando de fazer coisas por conta desse "pré-conceito" que fazem das palavras.
    O exemplo clássico é o natal. Teoricamente, uma festa religiosa em comemoração ao aniversário de Jesus. Na prática, uma reunião de família e troca de presentes entre familiares. Não que o sentido anterior tenha se perdido, mas se analisarmos a quantidade de pessoas que ainda fazem do natal uma festa religiosa, esse número já será bem pequeno. Então fico surpresa ao sabe que um amigo meu, ateu, se recusa a participar da grande festa no fim do ano por que “Natal” significa uma festa religiosa de culto a Jesus. Vejam bem: ele deixou de receber presentes, de ficar com a família e de promover a união, pois não concordava com a origem da festa. Me digam vocês: as palavras são realmente tão importantes? Valeu à pena o que ele fez?
    Minha mãe briga comigo quando eu digo “foda”. Segundo ela, se eu soubesse o significado verdadeiro de “foda”, eu pararia de usar a palavra. Tento explicar a ela que, nos dias de hoje, se uma coisa é “foda”, isso pode significar que essa coisa é muito boa. Mas ela sempre diz que, na realidade, isso quer dizer algo muito feio. Mesmo sendo óbvio que se eu chamar algo de “foda” eu não vou estar falando mal daquilo, não posso usar a palavra por causa de sua origem. Faz sentido?
    Às vezes é mais sério do que parar de usar uma palavra. Já vi ateus que se tornaram ateus por causa das palavras mal interpretadas da bíbilia. Como se um texto que foi escrito a dois mil anos atrás, por pessoas que falavam sobre o que outra pessoa disse, com a linguagem daquela época e através de parábolas e metáforas, tivesse alguma chase de ser traduzido ao pé da letra. Pior, já vi crentes que viraram crentes por que levaram a bíblia ao pé da letra.
    É preciso se lembrar de que as palavras são apenas um meio de nos comunicarmos. Sendo assim, o que realmente importa é a mensagem que alguém quer passar com elas, e não o significado do dicionário. Lembrem-se disso, e não deixem de fazer nada de importante em suas vidas por conta de má interpretações.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Livros: "Muito Mais que uma Princesa" - Laura Lee Guhrk

Muito Mais que uma Princesa
Muito Menos que o Esperado
   Esse é o primeiro romance histórico que leio que não foi escrito pela Patricia Cabot. Então cometi o terrível erro de compará-la à Laura Lee Guhrke, escritora do Muito Mais que uma Princesa, o que não recomendo a quem for ler este livro. Mesmo assim tenho que confessar que foram as 341 páginas mais longas que já li, embora tenha rido muito com os personagens em alguns pontos da história.
   A protagonista Lucia é uma mulher de personalidade forte, sonhadora e determinada, além de manipuladora. Como é filha bastarda de um príncipe, seu pai tenta escondê-la durante sua vida inteira, e, como resposta a isso, Lucia tenta chamar a atenção para si das maneiras mais escandalosas possíveis. Foge, rouba, vai a festas, fuma, provoca escândalos. A gota d'água foi quando envolveu sua meia-irmã, a filha legítima do príncipe e verdadeira princesa, em uma de suas confusões. A partir daí seu pai resolve casar Lucia, para passar a responsabilidade dela para o marido. E contrata para isso Ian, um diplomata conceituado que não fica nada feliz em servir de casamenteiro para a filha bastarda de um príncipe. Lucia está disposta a só se casar por amor e de não ter um casamento arranjado, e dedica seu tempo livre a amolecer o coração duro de Ian, que só pensa em casá-la para retornar ao trabalho. Mas, com o tempo, ele já não resiste às tentações de Lucia. E... Bem, já da para entender com quem ela vai querer se casar, não é?
   Eu ouvi falarem horrores desse livro antes de lê-lo, e pensei que fosse melhor. Li em muitas resenhas que Ian demora muito para largar o jeito ultra-hiper-mega-super-certinho e se entregar, mas quando se entrega se entrega com força. Só agora eu entendo este "com força". É no sentido literal, ele literalmente se joga com toda a força contra Lucia. Pobresinha, ela deve ter ficado mais roxa que Bella depois de noite de núpcias.
   Também fiquei preocupada com isso antes de ler o livro. Me falaram que as cenas picantes eram muito pesadas, e até que era verdade, se não fosse pela longa demora. Para acontecer o primeiro beijo do casal (um mero beijinho de meio segundo!), demorou mais da metade do livro. Para a coisa andar então! A culpa foi de Ian, claro, que não largava o estilo super-certinho. A respeito dele, posso dizer que é um retardado. Não que ele não seja super fofo, romântico, bonito, inteligente, trabalhador; mas ele só é assim por dentro. Por fora ele é uma estátua. Uma pedra morta e sem vida. Ele faz questão de (não sei porque) não demonstrar o que está sentindo. Nunca. A impressão que temos é que ele não é homem, para não se entregar a toda a enorme sedução feita por Lucia, que só faltava ficar pelada na frente dele de tanto que apelou. Isso até que o foco da narração mudasse para Ian, aí vemos que por dentro ele está louco.
   Mal balanceado, o livro tráz muito tempo dessa enrolação do Ian, ele guarda todos os seus sentimentos para a última fala do livro, o que faz o mesmo parecer clichê. É extremamente lento! Se Laura não tivesse o poder de nos deixar tão curiosa, eu diria que o romance é intediante. Está aí mais um exemplo do mal balanceamento do livro. Ele passa de monótono e entediante a erotismo declarado. Achei a mudança um pouco brusca.
   Mas nem tudo é ruim. Além de ser muito engraçada a disputa entre Lucia e Ian para ver quem está no controle, aprendemos muitas dicas sobre como usar o jeitinho feminino para conquistar qualquer um. Isso Lucia tira de letra. E o livro mostra de uma maneira clara e bem humorada as diferenças de casa sexo, e como nos sentimos a respeito do sexo oposto. Nesse ponto Laura ganhou o meu respeito e muito! Uma declaração sincera sde como são as relações amorosas.
   É, no fim, fico no meio a meio. Recomendo para quem está intediado.

Pensamentos: traduzindo...

A principal razão pela qual eu saí da igreja e não entro mais em nenhum outro culto foram as mesmas ideias batidas que eles repassam a 2000 anos. “Ame Deus”, “Deus é o senhor” (essa é a pior), “Tenha Deus no coração”, “Deixe Deus guiar seus passos”. Todas as igrejas de qualquer religião cristã repete isso em seus cultos cansativamente e, enquanto isso, eu só consigo assistir calada, pensando: “Não consigo amar Deus assim do nada”, “Deus é o Senhor? Que diabos você quis dizer com isso?”, ” O que implica ‘ter Deus no coração’?, “Como faço para deixar Deus guiar meus passos?”. Os padres e missionários não desenvolvem a ideia. Ficam com o mesmo textinho batido de sempre, como se a história parasse por aí, nesse “Ame Deus (e pronto!)”. E só consigo ficar imaginando como esse texto tão raso pode fazer tanto sentido pra eles. Para mim é tão incompreencível! “Talvez”, penso, “nem eles dever entender, devem seguir aquilo segamente, sem perceberem o que estão fazendo”.
Mas, agora que pesquisei e filosofei, descobri o que significa essas frases batidas, desenvolvi a ideia. E ah! Se as pessoas soubessem como é bonito o significado de “Tenha Deus dentro de si”!. Significa algo que até um ateu gostaria de seguir.
Deus te criou e criou o mundo, além do universo e tudo o que existe nele. Sendo assim, Ele entende os outros 90% da física que ainda não entendemos, todas as verdades do mundo que ainda não sabemos, tudo o que o ser humano descobriu e o que não descobriu; por que foi Ele quem criou tudo isso. Ele é a verdade.
Então, desejar a uma pessoa que ela carregue Deus dentro de si é desejar que ela tenha a verdade, e somente a verdade, dentro de si. É desejar que, nesta vida, a pessoa encontre cada vez mais certezas, ou seja, que ela fique cada vez mais perto do conhecimento e da verdade. Eu acredito que, sabendo a verdade de tudo você saberá o que realmente importa na vida, e será mais feliz. Então, fiquem com Deus!
Mas me digam, por que não dizem isso nas igrejas?!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vida: o significado atual de natal

  Natal. Para cristãos, o dia do nascimento de cristo. Para o vendedores, uma mina de ouro. Para o muitos, dia de ficar com a família. O natal é mágico, mas não pelo nascimento de cristo, nem pelos presentes e nem pela família, mas sim por todos eles. O natal tem várias belezas. É a combinação perfeita de agradecimento à Deus, união com a família e troca dos presentes lindos que você deixou de comprar durante o ano.
  Há quem defenda que o natal é consumismo e que a correria e o gasto excessívo de dinheiro não é saudável. Até concordo que gastamos um pouco de mais, mas, como disse minha mãe, é a única temporada do ano em que gastamos tanto dinheiro. Se dividirmos esse gasto por 365 dias, não é muito. E há a beleza de todos os presentes, a felicidade de presentear e receber, o brilho especial de cada presente criativo ou não. A beleza é necessária. Se não fosse, Deus teria feito o mundo feio, e ele não é.
  Além da mágica dos presentes, temos o momento da reza. O momento de agradecer a Deus por todos aqueles anos de sabedoria que se seguiram após o nascimento do incrível profeta Jesus. Além de agradecer por esses ensinamentos que muito significaram para a bondade das pessoas, agradecemos pelo amor que Jesus nos proporcionou, que ainda falta nos dias de hoje.
  E tem a familia, claro! Uma amiga me disse, certa vez, que adorava o natal por rever os parentes distantes, que eram tão legais mas que ela nunca podia ver. O natal une as pessoas. Prova que podemos nos divertir juntos mais uma vez, embora não nos vejamos todos os dias. Faz de todos os parentes separados um coro de uma só canção natalina, todos cantando juntos a mesma poesia.
  E é por isso, e somente por isso, que o natal é lindo. Segue abaixo a letra de uma canção natalina feita por meu parente:

"Quero nesse ano
que o natal signifique pra você, então
uma festa diferente
Signifique
que o amanhã será repleto de união
Signifique
um mundo muito mais irmão.
Signifique
que a sua parte de amor já aumentou
Signifique
que você já ajudou
a instruir sobre união,
a desejar de coração
que o mundo se baseie
muito mais no amor"

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pensamentos: Bem-vindos ao inferno!

Por postagens anteriores, vocês sabem que já fui ateia. Este fato se dava ao meu descontentamento com a igreja católica, que dizia seus dogmas e me fazia acreditar que os mesmos eram os ensinamentos de Deus. Bastou que eu saísse daquela igreja e procurasse por outras, que descobri como estava errado o meu pensamento anterior. Vi diferentes religiões, e percebi como podem haver várias interpretações diferentes para um mesmo livro (Bíblia), por parte dessas religiões. Acontece que até a própria Bíblia já é uma interpretação dos apóstulos de Jesus sobre os ensinamentos do mesmo. Então, é óbvio, alguém tinha que interpretá-la errado. A bíblia é feita de metáforas e parábolas, que, por muitas pessoas e religiões, são interpretadas ao pé da letra; como Adão e Eva, céu e inferno, a Passagem... Enfim. Quero chegar no momento em que comecei a estudar o espiritismo. Há livros "sagrados", dessa crença, muito mais recentes que a bíblia, portanto, com uma linguagem mais atual, sem metáforas. Então vemos como fizemos uma interpretação equivocada de tantas coisas na bíblia. É sobre uma em especial que quero falar: Céu e inferno. Estava refletindo sobre o tema um dia desses, e descobri não apenas que tinha me equivocado sobre esse pensamento, mas também... Que estou no inferno! E você também está. Calma, eu explico.
Na concepção católica (mais conhecida por mim), e na maioria das religiões, para falar a verdade, quando morremos, ou vamos para o céu, ou vamos para o inferno. O céu, se formos do bem, e o inferno, se formos do mal. Está aí um grande motivo pelo qual saí daquela igreja: Ninguém na terra é 100% do bem! Ninguém é perfeito. Não podemos viver em um mundo perfeito que é o céu, se nós não somos! Vamos fazer do céu igual à Terra, porém com pessoas mais boazinhas. Ou seja... Já que ninguém pode deixar o céu do jeito como ele promete (perfeito)... Vamos todos para o inferno!!! Certo? Errado! Fiquei aliviada em descobir que estava errada, mas só fui descobrir isso com a ajuda de livros espíritas (sem metáforas). O espiritismo diz o seguinte: Estamos na Terra para aprender, aqui é uma grande escola. Quanto mais você aprende, mais do bem você fica. Se você não aprender nada e sucumbir a todos os prazeres da Terra, você vai ficar triste, pois esses prazeres não são a verdadeira felicidade, e, quando eles acabarem, você vai sentir dor, tristeza, amargura; ou seja, vai estar no inferno! Mas se você conseguir resistir a tais prazeres e fazer o bem, você vai alcançar a verdadeira felicidade, um estado no qual você não depende de prazer nenhum para ser feliz, é feliz o tempo todo, está no céu. Ah, então céu e inferno não são um lugar? É mais uma metáfora, para bem-felicidade e mal-tristeza? Pois é. 
Se bem que até existe um lugar. Todos os que assistiram Nosso Lar entendem. O filme fala da existência de mundos inferiores (o nosso) e superiores (para esíritos que já aprenderam tudo o que tem que aprender na Terra e vão passar para lições mais difíceis em outros mundos, ou para os que já aprenderam tudo e estão livres da escola.). Vamos recaptular: "vai para o céu se você for bom e vai para o inferno se você for ruim". Vamos recaptular agora com meus comentários: vai para o céu se você for bom (sai da Terra e vai para mundos superiores se você aprender a ser bom), vai para o inferno se você for ruim (se não aprender tudo o que precisa aprender na Terra para ser bom, ou seja, se você anida for ruim, continua reencarnando na Terra, mundo inferior, até aprender tudo o que tem que ser aprendido aqui). O que quero dizer, é que subir aos céus pode ser uma metáfora para subir a um nível mais alto, ou seja, elevar sua alma a ponto de a mesma ser mais do bem, mais feliz. E inferno pode ser uma metáfora para não conseguir elevar a alma, continuar fraco e triste e continuar aqui na Terra: Em todas as pinturas de apocalipse que existem, o inferno é na Terra. Os Anjos se elevam aos céus com as pessoas boas e os ruins ficam na Terra com o satanás. O dia do apocalipse pode ser interpretado como o dia em que o mundo deixará de existir para você, por que você já vai estar em mundos superiores se já tiver aprendido o que se deve aqui. E, quem não realizou este feito, continua na Terra, continua no lugar dos tristes que ainda não melhoraram suas almas. Pera aí! O apocalipse interpreta o inferno como a própria Terra, e, se você não se elevar a mundos superiores, continuará aqui no mundo inferior para gente que ainda é do mal... Isso quer dizer...
Que aqui é o inferno!
 A frase "se você for uma pessoa ruim vai para o inferno" agora faz sentido! Quer dizer: "se você for uma pessoa ruim vai continuar aqui, nesse mundo inferior!" Não há juízo final. Sempre que morremos há um juízo final para ver se subimos de nível ou se continuamos aqui! Se subirmos: Adeus Terra. Se não, voltemos para o inferno!
A minha vida toda, eu estive no inferno, e você também! Estamos todos nesse lugar cheio de pessoas ruins (mas com muita esperança, sempre!), que matam, roubam e desejam mal umas às outras. Apenas com raras excessões! O inferno é, e sempre foi, aqui! A Terra! E o melhor de tudo, temos como sair dele! E a receita para isso é simples: arrependa-se de seus pecados (feitos ruins) e não os pratique mais (então elevará sua alma para mundos melhores). Justo como a igreja vivia dizendo!
No final, era exatamente como a bíblia dizia superficialmente desde o começo. Eu só queria explicar melhor... Porque às vezes confunde não é?

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Vida: Tapa-Buracos

   Imaginemos um barco com um buraco. Marinheiros improvisando seu fechamento com tábuas de madeira pregadas por cima da tal abertura. Proteção que um dia irá falhar, mas que sustenta o navio por um tempo. Agora imaginem um monte de buracos no barco, todos tapados com tábuas de madeira. Seria inteligente, da parte dos marinheiros que, na próxima parada do barco, eles o levássem para o conserto, antes que os tapa-buracos falhem.
   Imaginemos agora, que o Brasil é um imenso barco cheio de buracos, e que os políticos são os marinheiros. Os buracos são os problemas do nosso país.
   Vejo um monte de tapa-buracos que o governo cria, como que para mascarar uma solução não-duradoura para nossos problemas. Posso citar alguns tapa-buracos. Grande parte deles, vêm com o prefixo "bolsa". Bolsa família, bolsa escola, bolsa isso, bolsa aquilo. Há também a fome-zero, o sistema de cotas (esse é o pior) e muitos outros que não me lembro agora.
Tapa-buracos são necessários sim, mas são temporários. Do mesmo jeito que é necessário uma tábua pregada a um barco para que ele não afunde antes de chegar à superfície; e, ao chegar ao chão, também é necessário levar o barco para o concerto. O grande problema, é que, para os políticos brasileiros, tapa-buracos não são temporários, mas sim permanetes. Isso explica o sistema de bolsas ao invés de investimentos diretos nas áreas de educação, trabalho, etc. O pior, como já disse, é o sistema de cotas, que pretende atacar por cima o problema da educação no Brasil. Este problema deve ser cortado pela raíz, ou seja, deve-se melhorar a educação básica brasileira, com reformas primeiro na infra-estrutura das escolas, depois no aumento do salário do professor, e por fim, no sistema educacional do ensino médio (que atualmente é uma vergonha). Alcançando esses três tópicos em escolas púbricas, é desnecessário o uso de cotas para estudantes de escola pública, já que esta poderia se tornar até melhor que particulares. Mas, é claro que não, o tapa-buracos é mais fácil... Cotas é mais fácil que essa trabalheira toda. Esse foi só um exemplo. Dentre todos os tapa-buracos que são as nossas leis, não vi nenhum definitivo, que resolva nossos problemas de vez... É uma pena.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Livros: "A Sombra do Vento" - Carlos Luiz Zafón

A Sombra do Vento
Oh, como o sofrimento dói...

Estou frustrada que todos que leram esse livro gostaram. Me sinto num planeta de emos. A Sombra do Vento trás o pior sofrimento que já li. Um livro sobre pessoas ruins, que fazem coisas ruins para pessoas tristes, que se tornam pessoas ruins. Detestei mesmo, 399 páginas de choradeira. Fez sentir-me mal. Carlos Ruíz Zafón é um escritor do mal.
O romance conta a história de um menino cujo pai o leva a um lugar chamado Semitério dos Livros Esquecidos. Trata-se de uma enorme biblioteca, apenas com livros que já saíram de circulação por algum motivo. O menino, Daniel, escolhe um dentre eles, A sombra do Vento, lê e adora. Resolve pesquisar mais sobre a vida do autor, Júlián Carax, e descobre que ele teve uma complicada vida de amores impossíveis, um pai que o odiava e que batia na mãe.
A vida de Júlian foi a pior catástrofe que poderia acontecer com a vida de alguém. Não apenas por que foi atingido por todos os lados por pessoas ruins (ao que me parece, para Zafón, todas as pessoas do mundo são ruins, ou fracas), mas por que Julián é um retardado com dor de cotuvelo que não sabe enxergar um futuro. Isso é outro problema do livro. TODAS AS PESSOAS ESTÃO PRESAS AO PASSADO. Ninguém enxerga um futuro. O pai de Júlian, Júlian, Daniel, o pai de Daniel, o Inspetor Javier, Miquel, e, principalmente, Núria.
Núria Monford. Que mulher mais triste! E sem nenhum motivo. Simplesmente ficou obsecada por Julián, aí começou a ficar depreciva igual a ele. E não tinha nenhum motivo pra estar triste, podia ter sido feliz, mas ficou apegada a fantasmas do passado como todos no livro. É como se sofrer e ter uma vida apenas de dor fosse o normal das pessoas para Zafón.
O pior personagem é Ricardo Aldaya. *sopoiler* QUE TIPO DE PAI MATA SEU FILHO NA TENTATIVA DE CASTIGÁ-LO? *até aqui* O que foi aquilo! Como um livro com tamanha crueldade considerada normal, pode ser bom?!
O que mais me frustra, é que Julián não aprendeu absolutamente NADA com a vida dele. Tinha um futuro brilhante, era um menino maravilhoso, talentoso e um bom amigo, mas desistiu da vida dele, e fez da mesma inútil.
É como se fosse uma enorme corrente do mal. Um personagem deixa o outro triste, que deixa o outro triste, que deixa o outro triste. E o pior, é que o livro teoricamente acaba bem, mas não senti nenhum vestígio da alegria que se sente quando um livro termina bem, do tipo: "que bom! Acabou tudo bem!". Pelo contrário. A sensação que tive foi que o livro acabou da pior forma possível, apesar das palavras na obra dizerem o contrário. Foi como: "é uma pena! Ninguém terminou bem nesse livro, NINGUÉM!".
Destaque pela linguagem do livro, Zafón escreve bem...
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Vida: O Povo Brasileiro

Alemão é seco. Americano é consumista. Escocês é pão-duro. E brasileiro? Como é? Meu pai certa vez me disse que somos um povo muito bonito, porque somos alegres. Eu discordo dele. Não sobre a parte da alegria, mas sobre sermos um povo bonito. Por favor, não me confundam com brasileiros que acham que o Brasil é o pior lugar do mundo. Pelo contrário, já fui até muito patriota. Mas algumas características sérias fizeram com que eu ficasse preocupada com os habitantes do meu país.
Um povo muito alegre? Sim pai, alegre a ponto de não falarmos sobre os problemas e acharmos que tudo é carnaval. Pior que isso: a ponto de acharmos que podemos fazer tudo, como se os atos não tivessem consequencias, fossem apenas motivo de alegria.
Mas há problemas mais sérios: malandragem. Brasileiro é malandro, quer se dar bem em todas as situações. É simples a lógica da malandragem: tem prova? Eu poderia estudar, mas, se colar, vou bem e ainda poupo meu cérebro. Tenho um(a) namorado(a) feio(a), mas legal? Simples, fico com ele(a) e pego outro(a) mais bonito(a) escondido. Tem um cordão lindo na loja e eu não tenho dinheiro para comprá-lo? Basta pegar escondido. E a ética? Brasileiro não tem. Nosso país é o vice campeão em pequenos furtos de loja do mundo. Perdemos apenas para a Índia. 3,9 bilhões de reais é o número de perdas com esse tipo de crime, o equivalente a 1,64% do total de faturamento. Isso é o famoso jeitinho brasileiro, que resolve tudo, sem se preocupar com o egoísmo que está tendo ou com o fato de ser anti-ético a forma de resolução que ele usa para tudo.
E a situação do brasileiro só piora: Além dessas características, ainda há a ignorância. A ignorância que faz com que deixemos os políticos, malandros como a gente (ou corruptos, dá no mesmo), fazerem o que quiserem. A ignorância que nos faz achar que esse país é um lixo, sem nos darmos conta de que nós é que o tornamos assim (para para pensar quantas vezes você já tentou parar de reclamar de ladrão e começar você mesmo a não fazer nenhum ato incorreto?). A ignorância que nos faz deixar de pesquisar sobre a vida dos candidatos só para depois reclamar de político corrupto. Mas a ignorância não é uma característica nativa, é uma consequencia da malandragem. Deixa eu explicar: político do Brasil é, obviamente, brasileiro. Então é malandro (repito: ou corrupto, dá no mesmo). Sendo malandro, ele quer o jeito mais fácio de governar e fazer o povo gostar dele. E, como todo malandro é esperto, ele sabe que brasileiro, malandro como ele, não gosta muito de estudar e prefere se divertir. O político incentiva esse hábito não investindo muito em educação, preferindo investir em diverção. Assim o povo fica feliz, mas ignorante, já que teve uma educação muito precária. Tiro meu chapéu para Felipe Neto, autor desta explicação ( http://www.youtube.com/watch?v=dAQkMjebkeA ). E assim nos tornamos ignorantes também.
Mas nem tudo é uma desgraça. Brasileiro, como diz o famoso samba, mesmo sofrendo com fome e passando mal, batuca em panelas vazias para fazer para fazer carnaval. Está extremamente de bem com a vida e cheio de energia. Apenas precisa entender que ser ético e pensar na forma mais inteligente, e não mais fácil, de fazer as coisas é importante. E então, quando o político parar de ser preguiçoso e começar a fazer reformas realmente importantes que farão de seu povo não só mais alegre como também mais civilizado, e quando você começar a pensar um pouco mais no certo e no errado e parar de pensar no mais fácil e no mais difícil, o Brasil sairá do lugar. O Brasil irá para frente.

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