segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Livros: "Muito Mais que uma Princesa" - Laura Lee Guhrk

Muito Mais que uma Princesa
Muito Menos que o Esperado
   Esse é o primeiro romance histórico que leio que não foi escrito pela Patricia Cabot. Então cometi o terrível erro de compará-la à Laura Lee Guhrke, escritora do Muito Mais que uma Princesa, o que não recomendo a quem for ler este livro. Mesmo assim tenho que confessar que foram as 341 páginas mais longas que já li, embora tenha rido muito com os personagens em alguns pontos da história.
   A protagonista Lucia é uma mulher de personalidade forte, sonhadora e determinada, além de manipuladora. Como é filha bastarda de um príncipe, seu pai tenta escondê-la durante sua vida inteira, e, como resposta a isso, Lucia tenta chamar a atenção para si das maneiras mais escandalosas possíveis. Foge, rouba, vai a festas, fuma, provoca escândalos. A gota d'água foi quando envolveu sua meia-irmã, a filha legítima do príncipe e verdadeira princesa, em uma de suas confusões. A partir daí seu pai resolve casar Lucia, para passar a responsabilidade dela para o marido. E contrata para isso Ian, um diplomata conceituado que não fica nada feliz em servir de casamenteiro para a filha bastarda de um príncipe. Lucia está disposta a só se casar por amor e de não ter um casamento arranjado, e dedica seu tempo livre a amolecer o coração duro de Ian, que só pensa em casá-la para retornar ao trabalho. Mas, com o tempo, ele já não resiste às tentações de Lucia. E... Bem, já da para entender com quem ela vai querer se casar, não é?
   Eu ouvi falarem horrores desse livro antes de lê-lo, e pensei que fosse melhor. Li em muitas resenhas que Ian demora muito para largar o jeito ultra-hiper-mega-super-certinho e se entregar, mas quando se entrega se entrega com força. Só agora eu entendo este "com força". É no sentido literal, ele literalmente se joga com toda a força contra Lucia. Pobresinha, ela deve ter ficado mais roxa que Bella depois de noite de núpcias.
   Também fiquei preocupada com isso antes de ler o livro. Me falaram que as cenas picantes eram muito pesadas, e até que era verdade, se não fosse pela longa demora. Para acontecer o primeiro beijo do casal (um mero beijinho de meio segundo!), demorou mais da metade do livro. Para a coisa andar então! A culpa foi de Ian, claro, que não largava o estilo super-certinho. A respeito dele, posso dizer que é um retardado. Não que ele não seja super fofo, romântico, bonito, inteligente, trabalhador; mas ele só é assim por dentro. Por fora ele é uma estátua. Uma pedra morta e sem vida. Ele faz questão de (não sei porque) não demonstrar o que está sentindo. Nunca. A impressão que temos é que ele não é homem, para não se entregar a toda a enorme sedução feita por Lucia, que só faltava ficar pelada na frente dele de tanto que apelou. Isso até que o foco da narração mudasse para Ian, aí vemos que por dentro ele está louco.
   Mal balanceado, o livro tráz muito tempo dessa enrolação do Ian, ele guarda todos os seus sentimentos para a última fala do livro, o que faz o mesmo parecer clichê. É extremamente lento! Se Laura não tivesse o poder de nos deixar tão curiosa, eu diria que o romance é intediante. Está aí mais um exemplo do mal balanceamento do livro. Ele passa de monótono e entediante a erotismo declarado. Achei a mudança um pouco brusca.
   Mas nem tudo é ruim. Além de ser muito engraçada a disputa entre Lucia e Ian para ver quem está no controle, aprendemos muitas dicas sobre como usar o jeitinho feminino para conquistar qualquer um. Isso Lucia tira de letra. E o livro mostra de uma maneira clara e bem humorada as diferenças de casa sexo, e como nos sentimos a respeito do sexo oposto. Nesse ponto Laura ganhou o meu respeito e muito! Uma declaração sincera sde como são as relações amorosas.
   É, no fim, fico no meio a meio. Recomendo para quem está intediado.

Pensamentos: traduzindo...

A principal razão pela qual eu saí da igreja e não entro mais em nenhum outro culto foram as mesmas ideias batidas que eles repassam a 2000 anos. “Ame Deus”, “Deus é o senhor” (essa é a pior), “Tenha Deus no coração”, “Deixe Deus guiar seus passos”. Todas as igrejas de qualquer religião cristã repete isso em seus cultos cansativamente e, enquanto isso, eu só consigo assistir calada, pensando: “Não consigo amar Deus assim do nada”, “Deus é o Senhor? Que diabos você quis dizer com isso?”, ” O que implica ‘ter Deus no coração’?, “Como faço para deixar Deus guiar meus passos?”. Os padres e missionários não desenvolvem a ideia. Ficam com o mesmo textinho batido de sempre, como se a história parasse por aí, nesse “Ame Deus (e pronto!)”. E só consigo ficar imaginando como esse texto tão raso pode fazer tanto sentido pra eles. Para mim é tão incompreencível! “Talvez”, penso, “nem eles dever entender, devem seguir aquilo segamente, sem perceberem o que estão fazendo”.
Mas, agora que pesquisei e filosofei, descobri o que significa essas frases batidas, desenvolvi a ideia. E ah! Se as pessoas soubessem como é bonito o significado de “Tenha Deus dentro de si”!. Significa algo que até um ateu gostaria de seguir.
Deus te criou e criou o mundo, além do universo e tudo o que existe nele. Sendo assim, Ele entende os outros 90% da física que ainda não entendemos, todas as verdades do mundo que ainda não sabemos, tudo o que o ser humano descobriu e o que não descobriu; por que foi Ele quem criou tudo isso. Ele é a verdade.
Então, desejar a uma pessoa que ela carregue Deus dentro de si é desejar que ela tenha a verdade, e somente a verdade, dentro de si. É desejar que, nesta vida, a pessoa encontre cada vez mais certezas, ou seja, que ela fique cada vez mais perto do conhecimento e da verdade. Eu acredito que, sabendo a verdade de tudo você saberá o que realmente importa na vida, e será mais feliz. Então, fiquem com Deus!
Mas me digam, por que não dizem isso nas igrejas?!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vida: o significado atual de natal

  Natal. Para cristãos, o dia do nascimento de cristo. Para o vendedores, uma mina de ouro. Para o muitos, dia de ficar com a família. O natal é mágico, mas não pelo nascimento de cristo, nem pelos presentes e nem pela família, mas sim por todos eles. O natal tem várias belezas. É a combinação perfeita de agradecimento à Deus, união com a família e troca dos presentes lindos que você deixou de comprar durante o ano.
  Há quem defenda que o natal é consumismo e que a correria e o gasto excessívo de dinheiro não é saudável. Até concordo que gastamos um pouco de mais, mas, como disse minha mãe, é a única temporada do ano em que gastamos tanto dinheiro. Se dividirmos esse gasto por 365 dias, não é muito. E há a beleza de todos os presentes, a felicidade de presentear e receber, o brilho especial de cada presente criativo ou não. A beleza é necessária. Se não fosse, Deus teria feito o mundo feio, e ele não é.
  Além da mágica dos presentes, temos o momento da reza. O momento de agradecer a Deus por todos aqueles anos de sabedoria que se seguiram após o nascimento do incrível profeta Jesus. Além de agradecer por esses ensinamentos que muito significaram para a bondade das pessoas, agradecemos pelo amor que Jesus nos proporcionou, que ainda falta nos dias de hoje.
  E tem a familia, claro! Uma amiga me disse, certa vez, que adorava o natal por rever os parentes distantes, que eram tão legais mas que ela nunca podia ver. O natal une as pessoas. Prova que podemos nos divertir juntos mais uma vez, embora não nos vejamos todos os dias. Faz de todos os parentes separados um coro de uma só canção natalina, todos cantando juntos a mesma poesia.
  E é por isso, e somente por isso, que o natal é lindo. Segue abaixo a letra de uma canção natalina feita por meu parente:

"Quero nesse ano
que o natal signifique pra você, então
uma festa diferente
Signifique
que o amanhã será repleto de união
Signifique
um mundo muito mais irmão.
Signifique
que a sua parte de amor já aumentou
Signifique
que você já ajudou
a instruir sobre união,
a desejar de coração
que o mundo se baseie
muito mais no amor"

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pensamentos: Bem-vindos ao inferno!

Por postagens anteriores, vocês sabem que já fui ateia. Este fato se dava ao meu descontentamento com a igreja católica, que dizia seus dogmas e me fazia acreditar que os mesmos eram os ensinamentos de Deus. Bastou que eu saísse daquela igreja e procurasse por outras, que descobri como estava errado o meu pensamento anterior. Vi diferentes religiões, e percebi como podem haver várias interpretações diferentes para um mesmo livro (Bíblia), por parte dessas religiões. Acontece que até a própria Bíblia já é uma interpretação dos apóstulos de Jesus sobre os ensinamentos do mesmo. Então, é óbvio, alguém tinha que interpretá-la errado. A bíblia é feita de metáforas e parábolas, que, por muitas pessoas e religiões, são interpretadas ao pé da letra; como Adão e Eva, céu e inferno, a Passagem... Enfim. Quero chegar no momento em que comecei a estudar o espiritismo. Há livros "sagrados", dessa crença, muito mais recentes que a bíblia, portanto, com uma linguagem mais atual, sem metáforas. Então vemos como fizemos uma interpretação equivocada de tantas coisas na bíblia. É sobre uma em especial que quero falar: Céu e inferno. Estava refletindo sobre o tema um dia desses, e descobri não apenas que tinha me equivocado sobre esse pensamento, mas também... Que estou no inferno! E você também está. Calma, eu explico.
Na concepção católica (mais conhecida por mim), e na maioria das religiões, para falar a verdade, quando morremos, ou vamos para o céu, ou vamos para o inferno. O céu, se formos do bem, e o inferno, se formos do mal. Está aí um grande motivo pelo qual saí daquela igreja: Ninguém na terra é 100% do bem! Ninguém é perfeito. Não podemos viver em um mundo perfeito que é o céu, se nós não somos! Vamos fazer do céu igual à Terra, porém com pessoas mais boazinhas. Ou seja... Já que ninguém pode deixar o céu do jeito como ele promete (perfeito)... Vamos todos para o inferno!!! Certo? Errado! Fiquei aliviada em descobir que estava errada, mas só fui descobrir isso com a ajuda de livros espíritas (sem metáforas). O espiritismo diz o seguinte: Estamos na Terra para aprender, aqui é uma grande escola. Quanto mais você aprende, mais do bem você fica. Se você não aprender nada e sucumbir a todos os prazeres da Terra, você vai ficar triste, pois esses prazeres não são a verdadeira felicidade, e, quando eles acabarem, você vai sentir dor, tristeza, amargura; ou seja, vai estar no inferno! Mas se você conseguir resistir a tais prazeres e fazer o bem, você vai alcançar a verdadeira felicidade, um estado no qual você não depende de prazer nenhum para ser feliz, é feliz o tempo todo, está no céu. Ah, então céu e inferno não são um lugar? É mais uma metáfora, para bem-felicidade e mal-tristeza? Pois é. 
Se bem que até existe um lugar. Todos os que assistiram Nosso Lar entendem. O filme fala da existência de mundos inferiores (o nosso) e superiores (para esíritos que já aprenderam tudo o que tem que aprender na Terra e vão passar para lições mais difíceis em outros mundos, ou para os que já aprenderam tudo e estão livres da escola.). Vamos recaptular: "vai para o céu se você for bom e vai para o inferno se você for ruim". Vamos recaptular agora com meus comentários: vai para o céu se você for bom (sai da Terra e vai para mundos superiores se você aprender a ser bom), vai para o inferno se você for ruim (se não aprender tudo o que precisa aprender na Terra para ser bom, ou seja, se você anida for ruim, continua reencarnando na Terra, mundo inferior, até aprender tudo o que tem que ser aprendido aqui). O que quero dizer, é que subir aos céus pode ser uma metáfora para subir a um nível mais alto, ou seja, elevar sua alma a ponto de a mesma ser mais do bem, mais feliz. E inferno pode ser uma metáfora para não conseguir elevar a alma, continuar fraco e triste e continuar aqui na Terra: Em todas as pinturas de apocalipse que existem, o inferno é na Terra. Os Anjos se elevam aos céus com as pessoas boas e os ruins ficam na Terra com o satanás. O dia do apocalipse pode ser interpretado como o dia em que o mundo deixará de existir para você, por que você já vai estar em mundos superiores se já tiver aprendido o que se deve aqui. E, quem não realizou este feito, continua na Terra, continua no lugar dos tristes que ainda não melhoraram suas almas. Pera aí! O apocalipse interpreta o inferno como a própria Terra, e, se você não se elevar a mundos superiores, continuará aqui no mundo inferior para gente que ainda é do mal... Isso quer dizer...
Que aqui é o inferno!
 A frase "se você for uma pessoa ruim vai para o inferno" agora faz sentido! Quer dizer: "se você for uma pessoa ruim vai continuar aqui, nesse mundo inferior!" Não há juízo final. Sempre que morremos há um juízo final para ver se subimos de nível ou se continuamos aqui! Se subirmos: Adeus Terra. Se não, voltemos para o inferno!
A minha vida toda, eu estive no inferno, e você também! Estamos todos nesse lugar cheio de pessoas ruins (mas com muita esperança, sempre!), que matam, roubam e desejam mal umas às outras. Apenas com raras excessões! O inferno é, e sempre foi, aqui! A Terra! E o melhor de tudo, temos como sair dele! E a receita para isso é simples: arrependa-se de seus pecados (feitos ruins) e não os pratique mais (então elevará sua alma para mundos melhores). Justo como a igreja vivia dizendo!
No final, era exatamente como a bíblia dizia superficialmente desde o começo. Eu só queria explicar melhor... Porque às vezes confunde não é?

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Vida: Tapa-Buracos

   Imaginemos um barco com um buraco. Marinheiros improvisando seu fechamento com tábuas de madeira pregadas por cima da tal abertura. Proteção que um dia irá falhar, mas que sustenta o navio por um tempo. Agora imaginem um monte de buracos no barco, todos tapados com tábuas de madeira. Seria inteligente, da parte dos marinheiros que, na próxima parada do barco, eles o levássem para o conserto, antes que os tapa-buracos falhem.
   Imaginemos agora, que o Brasil é um imenso barco cheio de buracos, e que os políticos são os marinheiros. Os buracos são os problemas do nosso país.
   Vejo um monte de tapa-buracos que o governo cria, como que para mascarar uma solução não-duradoura para nossos problemas. Posso citar alguns tapa-buracos. Grande parte deles, vêm com o prefixo "bolsa". Bolsa família, bolsa escola, bolsa isso, bolsa aquilo. Há também a fome-zero, o sistema de cotas (esse é o pior) e muitos outros que não me lembro agora.
Tapa-buracos são necessários sim, mas são temporários. Do mesmo jeito que é necessário uma tábua pregada a um barco para que ele não afunde antes de chegar à superfície; e, ao chegar ao chão, também é necessário levar o barco para o concerto. O grande problema, é que, para os políticos brasileiros, tapa-buracos não são temporários, mas sim permanetes. Isso explica o sistema de bolsas ao invés de investimentos diretos nas áreas de educação, trabalho, etc. O pior, como já disse, é o sistema de cotas, que pretende atacar por cima o problema da educação no Brasil. Este problema deve ser cortado pela raíz, ou seja, deve-se melhorar a educação básica brasileira, com reformas primeiro na infra-estrutura das escolas, depois no aumento do salário do professor, e por fim, no sistema educacional do ensino médio (que atualmente é uma vergonha). Alcançando esses três tópicos em escolas púbricas, é desnecessário o uso de cotas para estudantes de escola pública, já que esta poderia se tornar até melhor que particulares. Mas, é claro que não, o tapa-buracos é mais fácil... Cotas é mais fácil que essa trabalheira toda. Esse foi só um exemplo. Dentre todos os tapa-buracos que são as nossas leis, não vi nenhum definitivo, que resolva nossos problemas de vez... É uma pena.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Livros: "A Sombra do Vento" - Carlos Luiz Zafón

A Sombra do Vento
Oh, como o sofrimento dói...

Estou frustrada que todos que leram esse livro gostaram. Me sinto num planeta de emos. A Sombra do Vento trás o pior sofrimento que já li. Um livro sobre pessoas ruins, que fazem coisas ruins para pessoas tristes, que se tornam pessoas ruins. Detestei mesmo, 399 páginas de choradeira. Fez sentir-me mal. Carlos Ruíz Zafón é um escritor do mal.
O romance conta a história de um menino cujo pai o leva a um lugar chamado Semitério dos Livros Esquecidos. Trata-se de uma enorme biblioteca, apenas com livros que já saíram de circulação por algum motivo. O menino, Daniel, escolhe um dentre eles, A sombra do Vento, lê e adora. Resolve pesquisar mais sobre a vida do autor, Júlián Carax, e descobre que ele teve uma complicada vida de amores impossíveis, um pai que o odiava e que batia na mãe.
A vida de Júlian foi a pior catástrofe que poderia acontecer com a vida de alguém. Não apenas por que foi atingido por todos os lados por pessoas ruins (ao que me parece, para Zafón, todas as pessoas do mundo são ruins, ou fracas), mas por que Julián é um retardado com dor de cotuvelo que não sabe enxergar um futuro. Isso é outro problema do livro. TODAS AS PESSOAS ESTÃO PRESAS AO PASSADO. Ninguém enxerga um futuro. O pai de Júlian, Júlian, Daniel, o pai de Daniel, o Inspetor Javier, Miquel, e, principalmente, Núria.
Núria Monford. Que mulher mais triste! E sem nenhum motivo. Simplesmente ficou obsecada por Julián, aí começou a ficar depreciva igual a ele. E não tinha nenhum motivo pra estar triste, podia ter sido feliz, mas ficou apegada a fantasmas do passado como todos no livro. É como se sofrer e ter uma vida apenas de dor fosse o normal das pessoas para Zafón.
O pior personagem é Ricardo Aldaya. *sopoiler* QUE TIPO DE PAI MATA SEU FILHO NA TENTATIVA DE CASTIGÁ-LO? *até aqui* O que foi aquilo! Como um livro com tamanha crueldade considerada normal, pode ser bom?!
O que mais me frustra, é que Julián não aprendeu absolutamente NADA com a vida dele. Tinha um futuro brilhante, era um menino maravilhoso, talentoso e um bom amigo, mas desistiu da vida dele, e fez da mesma inútil.
É como se fosse uma enorme corrente do mal. Um personagem deixa o outro triste, que deixa o outro triste, que deixa o outro triste. E o pior, é que o livro teoricamente acaba bem, mas não senti nenhum vestígio da alegria que se sente quando um livro termina bem, do tipo: "que bom! Acabou tudo bem!". Pelo contrário. A sensação que tive foi que o livro acabou da pior forma possível, apesar das palavras na obra dizerem o contrário. Foi como: "é uma pena! Ninguém terminou bem nesse livro, NINGUÉM!".
Destaque pela linguagem do livro, Zafón escreve bem...
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Vida: O Povo Brasileiro

Alemão é seco. Americano é consumista. Escocês é pão-duro. E brasileiro? Como é? Meu pai certa vez me disse que somos um povo muito bonito, porque somos alegres. Eu discordo dele. Não sobre a parte da alegria, mas sobre sermos um povo bonito. Por favor, não me confundam com brasileiros que acham que o Brasil é o pior lugar do mundo. Pelo contrário, já fui até muito patriota. Mas algumas características sérias fizeram com que eu ficasse preocupada com os habitantes do meu país.
Um povo muito alegre? Sim pai, alegre a ponto de não falarmos sobre os problemas e acharmos que tudo é carnaval. Pior que isso: a ponto de acharmos que podemos fazer tudo, como se os atos não tivessem consequencias, fossem apenas motivo de alegria.
Mas há problemas mais sérios: malandragem. Brasileiro é malandro, quer se dar bem em todas as situações. É simples a lógica da malandragem: tem prova? Eu poderia estudar, mas, se colar, vou bem e ainda poupo meu cérebro. Tenho um(a) namorado(a) feio(a), mas legal? Simples, fico com ele(a) e pego outro(a) mais bonito(a) escondido. Tem um cordão lindo na loja e eu não tenho dinheiro para comprá-lo? Basta pegar escondido. E a ética? Brasileiro não tem. Nosso país é o vice campeão em pequenos furtos de loja do mundo. Perdemos apenas para a Índia. 3,9 bilhões de reais é o número de perdas com esse tipo de crime, o equivalente a 1,64% do total de faturamento. Isso é o famoso jeitinho brasileiro, que resolve tudo, sem se preocupar com o egoísmo que está tendo ou com o fato de ser anti-ético a forma de resolução que ele usa para tudo.
E a situação do brasileiro só piora: Além dessas características, ainda há a ignorância. A ignorância que faz com que deixemos os políticos, malandros como a gente (ou corruptos, dá no mesmo), fazerem o que quiserem. A ignorância que nos faz achar que esse país é um lixo, sem nos darmos conta de que nós é que o tornamos assim (para para pensar quantas vezes você já tentou parar de reclamar de ladrão e começar você mesmo a não fazer nenhum ato incorreto?). A ignorância que nos faz deixar de pesquisar sobre a vida dos candidatos só para depois reclamar de político corrupto. Mas a ignorância não é uma característica nativa, é uma consequencia da malandragem. Deixa eu explicar: político do Brasil é, obviamente, brasileiro. Então é malandro (repito: ou corrupto, dá no mesmo). Sendo malandro, ele quer o jeito mais fácio de governar e fazer o povo gostar dele. E, como todo malandro é esperto, ele sabe que brasileiro, malandro como ele, não gosta muito de estudar e prefere se divertir. O político incentiva esse hábito não investindo muito em educação, preferindo investir em diverção. Assim o povo fica feliz, mas ignorante, já que teve uma educação muito precária. Tiro meu chapéu para Felipe Neto, autor desta explicação ( http://www.youtube.com/watch?v=dAQkMjebkeA ). E assim nos tornamos ignorantes também.
Mas nem tudo é uma desgraça. Brasileiro, como diz o famoso samba, mesmo sofrendo com fome e passando mal, batuca em panelas vazias para fazer para fazer carnaval. Está extremamente de bem com a vida e cheio de energia. Apenas precisa entender que ser ético e pensar na forma mais inteligente, e não mais fácil, de fazer as coisas é importante. E então, quando o político parar de ser preguiçoso e começar a fazer reformas realmente importantes que farão de seu povo não só mais alegre como também mais civilizado, e quando você começar a pensar um pouco mais no certo e no errado e parar de pensar no mais fácil e no mais difícil, o Brasil sairá do lugar. O Brasil irá para frente.

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domingo, 31 de outubro de 2010

Livros: "Perfeitos" - Scott Westerfeld

Perfeitos
Um Perfeito Livro Contra a Ignorância do Homem

"Perfeitos" é perfeito. Não tenho outras palavras. Possivelmente as 382 melhores páginas que já li. Uma combinação perfeita de ficção científica, crítica social e utopia. Scott Westerfeld mostrou que entende muito de felicidade, despresando o conceito dessa palavra no sentido que conhecemos. E tenho que parabenizar a editora Galera Record pela excelente tradução desta obra (o que tem de tradução malfeita por aí...).

** Esta resenha pode conter spoilers para quem não leu 'Feios' **
O livro começa nos mostrando uma Tally perfeita, ou seja, fútil, ignorante e burra. Essa é a Tally do resultado da cirurgia plástica, com o cérebro lesionado. Suas únicas preocupações são escolher uma roupa para festa da noite (enquanto tenta dar um jeito na ressaca da festa da noite anterior), e ser aceita em um grupo de amigos (não importa que amigos, desde que sejam amigos). É nesse contexto que conhece Zane, um rapaz inteligente o suficiente para descobrir que teve seu cérebro lesionado mesmo estando completamente lesado (esse sim é perfeito). E, com o incentivo desse perfeito perfeito, ela toma coragem para tomar as pílulas que Croy, um antigo amigo dos tempos de feia de Tally, a entregou. Então ela volta a ser a tally que conhecemos. E Zane, que tomou metade dos comprimidos, também. A pratir daí os dois tem que lutar para burlar a fiscalização, fugir, descobrir o que aconteceu com os novos enfumaçados sumidos, salvar ses amigos perfeitos lesados, e por aí vai. E Tally tem que escolher entre Zane e David.
Antes de fazer minhas considerações, preciso expressar meu descotentamento com Tally ao final do livro (além de minha surpresa, claro). Ela não podia ter escolhido pior hora para discutir o seu relacinamento. Era a hora de pensar racionalmente, não sentimentalmente. O resultado foi sua vida por água abaixo. E, desta vez, não há ninguém para salvá-la. Mal posso esperar para ver do que vai ser feito o terceiro livro, "Specials"... (falando nisso, alguém sabe quando lança aqui no Brasil? Estou ficando doida de curiosidade!).
Colocando em prova todos os nossos conceitos de vida perfeita (luxo, prazeres, festas), Westerfeld critica a ignorância da maioria das pessoas, que acham que a vida se resume ao que podem ver e ouvir, e que acham que a maior felicidade do mundo é se divertir o dia inteiro. Ele denuncia a preguiça do ser humano em enxergar a um palmo diante do nariz, em pesquizar apenas um pouquinho para descobrir o quão as pessoas à sua volta podem estar lhe enganando. E denuncia como somos manipulados pelo governo muitas vezes. Tudo isso isso com uma grande metáfora e com um jeito de escrever que nos deixa curiosos do início ao fim.
Cito algumas partes que me marcaram:
"Essa praga [...] infectava [...] apenas o petróleo, reproduzindo-se nos tanques de carros e aviões [...].O petróleo modificado pegava fogo assim que entrava em contato com oxigênio [...] Até contaminar todas as máquinas do mundo Enferrujado.
Mesmo depois de descobrirem o que a praga estava fazendo, cidadãos em pânico continuaram entrando em seus carros patéticos de rodas emborrachadas, pensando em fujir rumo à natureza. [...] Pouquíssimas pessoas tinham sido espertas o bastante prara saírem andando [...].
- Caramba, vocês eram muito idiotas - murmurou Tally..."

"- Talvez as lesões não sejam tão importantes quanto pensamos. Seu pai sempre suspeitou que o que chamamos de mente perfeita era apenas o estado natural da maioria das pessoas. Elas querem ser sem graça, preguiçosas e superficiais [...] E egoístas. Basta um pequeno incentivo para que essa parte de suas personalidades prevaleça. E seu pai sempre achou que algumas pessoas eram capazes de escapar usando a força de vontade."

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sábado, 2 de outubro de 2010

Vida: desafio do mês - Outubro.

Desafio:

"Para você, o que é riqueza?"

responda nos comentários. O vencedor será anunciado em um tempo indefinido.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pensamentos: Para Calar a Boca dos Ateus

   Já fui ateia. Antes disso, fui católica. E hoje, decidi que acredito em Deus, embora não queira ter religião. Não posso dizer que sou ateia pois é simplesmente impossível que Deus não exista. Deixe-me lhes contar o porquê.
   Desde quando nos entendemos por gente, só temos uma certeza: que somos gente. E de onde viemos? Na escola, aprendemos que, segundo Darwin, viemos da evolução de outro primata menos desenvolvido. Resumindo: macacos. E de onde vem os macacos? De um ser menos desenvolvido que ele. E de onde vem o ser menos desenvolvido que o macaco? De um ser menos desenvolvido que o ser menos desenvolvido que o macaco. E por aí vai. Fazendo essa regressão, chegamos ao ser menos desenvolvido de todos, o primeiro ser vivo que já existiu: provavelmente, uma amebinha. E de onde veio a amebinha? De ligações carbonicas que um dia formaram uma célula. E de onde vieram os carbonos? Vieram de outro átomo mais simples que, através de reações químicas, se transformou no carbono. Ou seja, o carbono veio do hidrogênio, o primeiro átomo existente. E de onde veio o hidrogênio? Do big bang. E de onde veio o big bang? Há teorias...
   Enfim. O que quero dizer é que as coisas sempre vieram de outras e de outras e de outras. E aonde começou o cíclo? Com o primeiro num-sei-o-que que deu origem a todas as coisas, o num-sei-o-que que fez esse cíclo funcionar. Tudo que existe, desde o átomo aos pensamentos filosóficos de Sócrates, veio desse num-sei-o-que. Pois bem. Daremos um nome mais bonito para num-sei-o-que: Deus. Ora, não é essa a definição de Deus? O ser que criou tudo? Pois aí está. É simplesmente impossível que Deus não exista, repito. Pois alguma coisa tem que ter criado tudo, o ciclo não pode nunca ter tido início do nada, algo teve que fazer tudo existir, para haver um cíclo.
É claro que só analizei as características físicas do universo. Não mencionei que a vida, com seres que se movem independentes, também é um mistério que tem que ter tido um início. Não mencionei que, além de coisas materias, nós temos pensamentos e emoções que, como Descartes disse muito bem, é completamente independente de qualquer tipo de matéria. E muito mais complexo que a matéria, claro. Não se veem físicos estudando as vibrações emocionais. E, com os pensamentos, há de haver um pensar de cada pessoa sobre tudo, e, com isso, há de haver noções do certo e errado. Esse mistério que o poder legislativo de um país tenta tanto resvendar, tem que haver uma resposta certa. Algo que é realmente certo, ou seja, que fará do mundo um lugar melhor. Como o certo e o errado também são complexos e nós não sabemos ao certo o que é, deve vir também de um ser superior, ou seja, também está ligado a Deus. Deus tem todas as respostas para tudo. Ele sabe o que é certo e o que é errado. Sabe de onde veio o universo, e o que é mais importante na vida. 
Isso é Deus, um ser que criou tudo e que sabe de tudo. Está provado.


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