domingo, 28 de agosto de 2011

Me explicando

Queridos leitores,
Sei que não tenho postado muito nos ultimos dias (semanas, e até meses), é porque estou gastando todo o meu tempo livre tentando me adaptar à nova rotina norueguesa. O primeiro mês é muito difícil pois não falamos a língua e é tudo diferente. A única forma de me adaptar à cultura daqui é parando de falar o português por enquanto para tentar aprender a lingua deles, portanto estou meio que fugindo do portugues ultimamente. Tenho tentado até não pensar mais em português, e sim apenas em inglês, o que é bem difícil. Meus pensamentos estão todos confusos e, juntando-se a isso o fato de eu estar em um lugar completamente estranho pra mim, não tenho mais ceteza de nada. Com essa mente confusa fica meio difícil de postar, de ter ideia para os posts. Além de que eu to muito sem tempo para ler, entao fazer resenhas é impossível.
Prometo que continuarei postanto, entretanto, mas pesso a paciência dos meus leitores durante esse primeiro mês, no qual ainda estou toda  confusa e por isso não postarei muito.
Vou continuar visitando todos os blogs de minhas blogueiras amigas, prometo! Só não lhes garanto que farei isso com a mesma frequência que fazia antes :/
beijoss

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Presenting the blog

Hey people! I want to introduce to you my blog, called "Life, Books and Thinkings". As the title says, it is a blog about things that happens in our lives, book reviews and about my thinkings about the world (like filosophies) .Until today, I have written it in portuguese, the Brazil's language, because I'm brasilian. But now I'm living in Norway, and I want norwegian people understand the blog, so now it will be written in english too. The frist post is always in portuguese, and the secund is always in english. With time, it will always be written in norwegian, when I learn the language ;p. Just sorry for the english mistakers, my english is not so well. With time, it will be better of course :). 
Enjoy it!

Blog bilingui

Oi pessoal. Vim informar a vocês que o blog agora vai funcionar um pouquinho diferente. Vou dar um tempo desse país de contradições em que vivemos e me mudar para a Noruega. Durante o tempo que ficarei morando lá e talvez até depois, preciso que meu novo país entenda o conteúdo deste blog. Portanto, agora o ele será escrito em português e em inglês, e talvez posteriormente em norueguês no lugar de inglês (quando eu aprender a falar a língua :p). O  post em português será seguido de sua edição em inglês, ambos contendo basicamente o mesmo conteúdo (não posso garantir que seja exatamente o mesmo conteúdo pois meu inglês não é tão bom ;p, provavelmente será uma edição simplificada). Desculpem-me os leitores brasileiros pois, pela falta de uso, talvez meu português piore, mas vou fazer o possível para manter a escrita bonitinha :D.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pensamentos: Acorda Caralho!

"O amor era simplesmente tão lindo e ao mesmo tempo tão sofrido! Eu estava apaíxonada por Ele, viveria por Ele, morreria por Ele. E não havia explicação racional para aquele amor. Parece que o destino simplesmente tinha colocado a pessoa certa do meu lado, era como se nós dois fossemos feitos um para o outro. Nada poderia quebrar esse amor de ferro. Caso eu não o tivesse mais, o mundo acabaria. Tinha certeza de que não conseguiria mais ser feliz, pois a felicidade para mim era Ele. Era um amor tão doentio, tão profundo, tão lindo..."

...TÃO OBSCECIVO!! Será que as pessoas não se tocam que isso aí em cima não existe, e, caso existisse, seria uma doença?! Não é saudável você viver em função de uma só pessoa. Aí vem alguém e me diz que a pessoa estaria doente sim, mas estaria doente de amor... Como se, por ser 'de amor', fosse algo bonito... NÃO É BONITO! É horrível. É errado. Como as pessoas gostam de saberem que estão doentes, obscecivas e fora do controle da própria vida?! Isso é absurdo. As pessoas precisam parar de desejar esse sentimento para suas vidas, como se essa alegria temporária de um relacionamento amoroso fosse a verdadeira e única felicidade. Algo que tira sua saniedade não pode ser bom. Precisamos começar a procurar a felicidade em algo que seja mais palpável, menos absurdo e mais belo do que o sentimento aí de cima. Seria ótimo se procurássemos o contrário: estar são, ter consiência e responsabilidade pelos seus atos para não fazer nada de que você se arrependa mais tarde (e não ser irracional!); amar a TODAS AS PESSOAS e, para a pessoa especial com quem se quer ter um relacionamento, apenas sentir uma proximidade maior para com a mesma do que para com o resto do mundo ( e não um amor impossível!); ser racional e pensar na forma mais correta e menos impulsiva de se fazer as coisas, pois impulsividade seria considerada animalesca. Isso sim traria felicidade a alguém. Uma felicidade duradoura, não aquela baseada em uma só pessoa, que, caso acontecesse qualquer coisa com a pessoa, acabaria. Em suma, as pessoas deveriam parar de acreditar que um dia vão conhecer um amor impossível que lhe trará felicidade e começar a serem felizes por elas mesmas. 
Deveriam parar de acreditar em mágica. Pois o tipo de sentimento descrito acima é pura mágica. Acreditar que não existe uma explicação para o tal sentimento também. Tudo no mundo possui uma explicação, desde por que as coisas caem até os sentimentos humanos. Só por que não conhecemos todas as explicações, não significa que elas não existam. Então, como existe uma explicação para o seu amor, pare de culpá-lo por você ser irracional. Ao invés disso, procure parar de procurar desculpas e tentar ser mais racional, para evitar constrangimentos futuros.

Obrigada por ouvirem meu desabafo. Quem não gostou, pode me esculachar nos comentários.

domingo, 7 de agosto de 2011

Pensamentos: Qual dos dois é pior?

Olá, sou um político brasileiro.

Olá, sou um cidadão brasileiro.
 
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Ainda bem que ninguém se importa com leis importantes. Não sei o que faria se se importassem. Acho que deixaria de ser político. Eu nem gosto de trabalhar em leis mesmo. Só estou no emprego de político porque o salário é de R$ 25000,00. Sempre arrumo um jeito de fazer as leis menos complicadas de serem feitas possível. Não faço muita coisa nesse emprego e roubo um pouco dos impostos. Gostava menos ainda desse emprego na época de campanha, que até propóstas tínhamos que apresentar. Sempre contava mentiras. Gosto mesmo é de fazer leis de futebol e copa do mundo.

Ainda bem que o futebol passa na globo aos sábados. Não sei o que faria se passasse em dia de semana. Acho que faltaria à escola para ver. Eu não gosto daquele lugar mesmo. vou porque sou obrigado. Sempre arrumo um jeito de estudar o menos possível. Não presto muita atenção na aula e colo nas provas. Gostava menos ainda da escola quando era mais novo, e éramos até obrigados até a fazer filinhas. Sempre furava as filas. Gosto mesmo é de futebol e micaretas de fins de semana.


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Quando a mídia vai embora, já da para pegar um pouco do dinheiro público para mim. Não há riscos se ela não ver o ato. Com a frequência no trabalho é a mesma coisa. É só dar uma desculpa para a mídia pela minha falta. Quando os problemas chegam, eu fujo o máximo que puder, e até quando não há escapatória eu faço isso. Ganho mais que todos com meu emprego, tenho prioridade em tudo.

Quando a gente passa da polícia, já da para atender o celular no trânsito. Não há riscos se ela não ver o ato. Com bebida é a mesma coisa. É só não deixar a polícia me ver beber e sair dirigindo. Se me pararem no teste do bafômetro, eu sei como achar uma brechinha na lei para me livrar. Quando o sinal está amarelo, eu corro o máximo que posso para passar, e até quando está há apenas pouco tempo vermelho eu faço isso. Passo na frente dos pedestres quando chego em faixas, tenho prioridade em tudo.

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Eu não atendia as necessidades do meu povo e deteriorava a imagem daqueles que me davam problema no senado, para fazê-los impopulares e sem voz facilmente. Alguns até ameaçavam entrar na justiça, mas eu sempre dizia que não tinha importância. Ninguém é punido nesse país que ajudei a criar mesmo.

Eu não pagava meus funcionários como devia em minha empresa e deteriorava a imagem de quem me dava problemas, para demití-los facilmente. Alguns até ameaçavam entrar na justiça, mas eu sempre dizia que não tinha importância. Ninguém é punido nesse país mesmo.


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Eu só faço o que tenho que fazer para me dar bem. Não estou muito preocupado com os outros, desde que eu tenha o que precise. Acredito que o mais importante é eu ter condições de me manter, e fôda-se o resto. Acho que isso é tipo uma filosifia de vida...



E você fala mal de políticos...


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domingo, 31 de julho de 2011

Livros: "O Fazedor de Velhos" - Rodrigo Lacerda

O Fazedor de Velhos
A Vida
O Fazedor de Velhos não é o tipo de livro viciante com ideias loucas. É uma obra que nos falará sobre nosso dia a dia e sobre problemas casuais da vida. Rodrigo Lacerda me conquistou com seu jeito pacato de ver a vida. O livro possui apenas 136 deliciosas páginas e foi editado pela Cosac Naify.
Pedro é um jovem que, como muitos outros da sua idade, está com dificuldade para escolher seu curso superior. Pensava que queria ser historiador, mas não se mostrou compatível o suficiente com seus colegas no curso de história. Mas, se não servia para ser historiador, o que seria, então? Quando a incerteza surgiu em sua cabeça, procurou um velho homem que talvez pudesse o ajudar. Esse velho, Nabuco, com seu jeito estranho e peculiar iria mudar sua vida para sempre.
Foi muito interessante ver a habilidade do escritor de entender os sentimentos humanos. O livro fala muito sobre isso. Afinal, em que trabalho um menino que só gosta de livros e sorvete pode exercer? Que tipo de contribuição ao mundo pode dar cada tipo de pessoa? Será que nós nos conhecemos o suficiente para saber que tipo de contribuição se encaixa no nosso tipo de pessoa? E, se não nos conhecemos o suficiente, quem conhece?
São perguntas como essas que vocês farão ao ler a obra de Lacerda. Além disso, passarão a ver a vida de uma forma muito menos complicada, ao experimentar da simplicidade do autor. Pelo menos, eu passei a ver.
Apenas um detalhe não me agrada no romance: Pedro é muito sem senso crítico, chega a ser irritante em alguns momentos. E ele é apegado demais ao seu jeito de ser, como se não pudesse mudar nunca. Claro que foi interessante conhecer junto com ele sobre a personalidade das pessoas, mas o autor pareceu ignorar o fato de que as pessoas mudam.
Fora isso, recomendo muito o livro, muito pacato e gostoso de ler.

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domingo, 24 de julho de 2011

Livros: "Tão Ontem" - Scott Westerfeld

Tão Ontem
Tão verdade   
Confesso que não dava nada por esse livro, depois do que o autor, Scott Westerfeld, fez com o último livro de sua trilogia "Feios". Pensava, por essa trilogia, que Westerfeld fosse apenas inteligente, mas um escritor qualquer. Todavia ele me surpreendeu e muito com "Tão Ontem". As 316 páginas editadas pela Record são geniais, me fizeram enxergar um mundo oculto por trás do consumo. Tudo o que o autor disse é verdade, e assustador.
    O livro começa bem sem graça e até um pouco fútil. Parece um livrinho que fala sobre moda e pronto. Hunter é um Caçador de Tendências que vê a necessidade de exercer seu trabalho quando vê Jen, uma Inovadora com cadarços de tênis diferentes propíncios a virarem modinha. Os dois acabam se tornando amigos e se envolvendo na busca da chefe desaparecida de Hunter. Mas a partir daí a história deixa de ser bobinha, quando, ao desenrolar da busca pela tal chefe, ficamos conhecendo o mundo das tendências que explicam tudo o que aconteceu através dos séculos na história da humanidade.
    Scott tem a mania genial de catalogar o mundo em tipos de pessoas. Nessa história isso fica claro com a super inteligente pirâmide de consumo. Nessa pirâmide, o escritor divide as pessoas em Inovadoras, Criadoras de Moda, Primeiras compradoras, Consumidoras e Retardatárias. E o grupo curinga dos "Arruaceiros", como ficamos sabendo mais tarde. Só lendo para entender. Mas a questão é que no final da obra você vai estar se perguntando "De que grupo eu sou?" e "Como interágio com as tendências?". Essa questão de "moda" parece boba, mas, como o autor mostrou muito bem, explica a maioria dos acontecimentos da história.
    Além de toda essa genialidade Scott mostrou sua habilidade para escrever. Depois de ler a série "Feios", que é toda em terceira pessoa, fiquei supresa ao descobrir como ele é capaz de escrever muito bem na primeira pessoa. Senti Hunter na escrita enquanto lia. O autor conseguiu criar muito bem sua personalidade e fazê-la influenciar no jeito como o texto é narrado.
    E, diga-se de passagem, o romance entre Hunter e Jen é tão fofinho! Tão realista e por isso mesmo muito fofo!
    Só para não idolatrar demais o Scott Westerfeld, tem horas que a narrativa fica muito lenta e cansativa, enquanto noutras a narrativa é superenvolvente. Ficou meio desigual essa característica no enredo. Além disso é uma obra um pouco confusa. Em parte pois a complexidade do que o autor estava falando era muito grande, então você demora a entender.
    Em suma, é um livro super recomendado a quem aguenta um banho de verdades sobre o mundo de doer a cabeça.

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sábado, 23 de julho de 2011

livros: "Perdida" - Clarissa Rissi

Perdida
Versão Tupiniquim de Crepúsculo
     Era bom demais para ser verdade. Um livro que trata do choque da realidade do século XXI com a do século XIX. E o melhor, se passa no Brasil. Mas é decepcionante. A autora Carina Rissi conseguiu levar o curioso enredo de "Perdida" para o lado romântico-SUPERmeloso. Tive a impressão de que sairia mel das 472 páginas se espremesse, de tão melado que era o livro. Gente, sou a favor de romance, mas aquilo não existe!
      A história começa bem. Uma jovem adulta do nosso século é, para variar, viciada em tecnologia. Sofia possui uma típica vida de uma pessoa do nosso século: corrida e tecnológica. Além disso, ela não acredita em casamentos e amores eternos. Até que, ao ir comprar um novo celular, é atendida por uma vendedora um tanto misteriosa, que a promete dar o que ela mais precisa. Quando Sofia vai testar o celular novo, acaba sendo jogada no século retrasado por ele.
      No começo, o choque de realidades é bem engraçado e interessante, Rissi soube explorar muito bem isso, a pricípio. Imaginem o desespero de Sofia em descobrir que, a apenas dois séculos atrás, não havia banheiro. Nem remédio para enjoo. Nem calcinhas. Nem condicionador. Estava tudo muito divertido, até a história começar a desandar.
      As diferenças de mundos param por aí. Coisas práticas do dia-a-dia diferentes. Não há nada de conflitos de valores, o que significa que Sofia não se manifestou sobre as mulheres não poderem trabalhar (algo que ela costumava a fazer muito no nosso século), sobre o absurdo da escravidão no Brasil (o que, apropósito, a autora resolveu fingir que não existia nesse país), ou sobre o fato de uma mulher ter de viver para o casamento (atitude a qual Sofia reprovava). Tudo isso para manter um tom idealizado e fantástico à narrativa.
      Como se não bastasse, a personalidade da protagonista oscila (ou melhor, se inverte) quando se apaixona por Ian, homem o qual a acolheu. Ela começa a acreditar em amor eterno e em todas as coisas nas quais nunca acreditou anteriormete, tudo de uma hora para a outra.
      E que romance idealizado! Meloso! Aquele Ian não existe! Aliás, ele me lembra muito outro personagem de uma certa saga vampiresca. Vejam bem: gentil, simpático, educado, obsecadamente apaixonado por uma mulher que não é do seu tempo e não pode compartilhar a mesma vida que ele. Estão reconhecendo? A deiferença é que, em "Crepúsculo", a autora soube explorar a diferença de séculos que separava os personagens, com conflitos entre valores do nosso tempo e valores passados. Carina Rissi não soube fazer isso em "Perdida". Ela quis idealizar isso também, sem conflitos. O resultado foi a história mais idealizada e enxarcada de mel que já li.
      No fim, Rissi deu um jeito de transformar essa história supostamente interessante em um conto de fadas absurdo. Tudo baseado numa coisa de destino e pré-destinação não esperada para esse tipo de livro. Me desculpe quem gosta, mas não gosto muito disso de destino. E não achei um livro bem trabalhado. Mas valeu a pena ter lido só para descobrir como as pessoas viviam antigamente.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vida: Carta de um peofessor brasileiro

Querido aluno,

Gostaria de lhe dizer a importância em estudar química, biologia ou gramática. É muito simples. Você precisa passar no vestibular. Eu quero lhe ensinar essas matérias pois, passando no vestibular, você vai ter tudo aquilo que sempre sonhou. Se você passar, vai entrar na faculdade, se formar e ter um emprego. Ter um emprego vai lhe dar dinheiro e te permitir ter uma vida confortável, que é o que você sempre sonhou. Está vendo? Essa tal de física "inútil" vai te ajudar e muito! Vai te dar uma vida confortável.
E você já é bem grandinho para conseguir estudar essas coisas difíceis. Não precisa mais se preocupar com aquela educação banal: aquela da pré-escola que ensina apenas valores, como não tirar vantagem do coleguinha, ser um bom amigo, não agredir (nem verbalmente), não contar mentiras, atravessar na faixa e esperar o sinal ficar vermelho, ser honesto, não colar, não furar fila. Você não precisa mais disso. Tenho certeza de que isso você já aprendeu e que segue esses ensinamentos até hoje. Não. Agora você precisa é aprender física. Para passar no vestibular e ter uma vida confortável. Pois é só isso o que importa! Uma vida confortável! Depois de alcançar esse objetivo, você pode até esquecer o que aprendeu na escola, querido aluno. Pode esquecer de toda a química, gramática ou física. Pode se esquecer até da educação banal sobre valores da pré-escola, para dizer a verdade. Afinal, você já vai ter a vida ideal, a confortável. Aí concordo com você no fato de que não vai mais precisar da biologia, nem como nenhum aprendizado. O aprendizado é que se dane! Você já terá sua boa vida mesmo! 
Tudo o que lhe peço é que estude essa tal de biologia só até ter seu nome na lista de aprovados do terceiro ano.
Estou dizendo tudo isso, aluno meu, pois lhe desejo o melhor. Quero muito que você realize todos os seus sonhos de conforto e pretendo lhe dar as armas para conseguir isso. Mesmo que isso signifique ter de lhe ensinar matérias chatas e selecionar o estudo apenas do que vai ser necessário para o seu futuro aconchegante. Mas será tudo para o seu bem, meu querido. Gosto muito de você.

Para sempre atenciosamente,    

Professor   

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Livros: "Jogos Vorazes" - Suzanne Collins

Jogos Vorazes
    Entre batalhas, emoções e hipocrisia. E má escrita.

    Não é nada do esperado. Nenhuma resenha pode preparar uma pessoa para o que irá encontrar nessa obra, mas vou fazer o possível...

    Suzanne Collins me surpreendeu. No bom e mal sentido. Mas o que ninguém pode dizer é que seu livro, Jogos Vorazes, não é marcante.  É, sim, intenso, duvidoso, e enigmático. O livro de 397 páginas e editado pela editora Rocco realmente nos faz refletir durante vários dias após a leitura, como muitas resenhas já dizem. Mas discordo de muita gente que deu 5 estrerlinhas para esse livro, pois há alguns problemas na linguagem e com clichês (muito raros, mas encontrados). Fico com quatro estrelas, pois. Mesmo assim, não posso negar que há tempos não encontro um livro com tais qualidades de Jogos Vorazes.
    A história se passa num futuro em que o mundo humano como conhecemos foi destruído por uma série de causas naturais (primeiro – e um dos únicos – clichê); e então o que restou de nós foi obrigado a se reerguer do zero. Na visão de Collins, os seres humanos tentariam, em uma situação como essa, disputar o poder do que restava do mundo. E, quando um deles enfim conseguiu exercer poder sobre outros, surgiu Panem, o único país que conseguiu se fazer existir depois do caos. O lugar é constituído de 12 distritos governados pela maldosa e hipócrita Capital, que exerce um poder ditatorial sobre tais distritos. Para manter a discórdia entre os distritos e lembrá-los da soberania da Capital, evitando possíveis rebeliões, foi criado os Jogos Vorazes. Neles, dois jovens entre 12 a 18 anos de cada distrito são sorteados para participar. Eles são obrigados então a lutarem uns contra os outros até a morte num ambiente hostil. Como uma cassada. O último que ficar de pé vence. Tudo isso é filmado e transmitido por toda Panem, mas apenas a Capital se diverte assistindo.
    Diretamente do distrito 12, o mais miserável de todos, conhecemos Katniss, que se voluntaria para ir aos Jogos no lugar de sua irmã, a pequena Prim de 12 aninhos. E então tudo começa...
    Katniss é uma personagem inesperada e muito bem feita. O que mais senti no livro foi sua personalidade, que afeta todo o decorrer da obra. Devido à vida que levou, tendo que cuidar da irmã pequena e da mãe com depressão após a morte do pai, desde seus 11 anos, ela é uma pessoa fria e carrancuda. Além disso, teve, como todas as pessoas dos distritos, que aguentar muita coisa calada, o que a faz ter muita raiva contida. Apesar de toda essa carga negativa, Katniss consegue, com poucas pessoas, ser carinhosa e amorosa. E foi esse escasso amor que a levou a tomar a decisão de ir aos Jogos Vorazes no lugar de Prim (meio que se sacrificar por ela). E foi sua frieza e raiva que a levou a falar tão pouco com as pessoas, deixando um suspense a cerca dos outros personagens, de quem não temos muitas informações no início por conta dos diálogos curtos. Para dizer a verdade não entendi o Peeta até agora. Quem sabe nos próximos livros.
    A obra, ao meu ver, é dividida em quatro partes: uma boa, uma média, uma muito boa e uma chata, respectivamente:
 x O início é uma apresentação muito rápida do contexto, portanto apenas boa. 
 x As preparações para os Jogos me fizeram sentir nojo da hipócrita capital e do desinteresse de Katniss com esse fato. Então a preparação é a parte média.
 x Já nos Jogos em si, o começo é um pouco chato por conta da frieza de Katniss, motivo pelo qual não sentimos tanto as mortes. Mas logo em seguida ela fica se apega a algumas pessoas e o livro se desenrola muito, muito bem. Comessamos a ver então como nada daquilo é justo e o quão cruel é o que estão obrigando uns aos outros a fazer. Há partes tristes e emocionantes, ao mesmo tempo em que existem cenas envolventes e até românticas. 
 x E o final deixou algo a desejar, o que, espero eu, será resolvido no próximo livro. É como se faltasse aquele capítulo de pós clímax, o desfecho da obra. Seria uma estratégia da autora para nos deixar curiosos com o próximo livro, mas imaginem um livro inteiro falando só da parte mais sem emoção da obra, o desfecho? Isso não me deixou curiosa com a sequência. Portanto, o final é a parte ruim.
Vale lembrar o caráter de reality show dos Jogos Vorazes e a preocupação dos participantes em agradar o público (para conseguir a ajuda de seus patrocinadores). Muita história inventada (ou não), muitas cenas cujo clímax foi ampliado artificialmente. Isso nos faz refletir sobre o quanto do que vemos na TV é realmente real. Aliás, o livro nos faz refletir sobre muitas coisas. Sobre a face do ser humano, sobre qualidades e defeitos, sobre como agimos e porque agimos assim.
    Agora vamos falar das partes ruins. A autora não escreve excepcionalmente bem. A começar pelo fato de que o livro é em primeira pessoa, o que torna o final um tanto previsível. Além disso, Suzanne Collins tem a irritante mania de colocar os verbos no presente (ou foi a tradução, não sei). "Eu corro, eu como, eu faço", ao invés de "Eu corri, eu comi, eu fiz". Não sei por que alguns autores insistem em fazer isso. Não fica bom. Dá a impressão de que os fatos acontecem todo dia, e não que aconteceram apenas uma vez. Como se não bastasse, a escritora apelou muito no final. Algo como “veja nos próximos capítulos / veja no próximo livro”. Além de ser exagerado, não deu certo. O final passou a impressão de que deixou a desejar, e não de curiosidade, como já disse..
    Em suma, a obra vale a pena ser lida, é bem viciante e envolvente. Para quem gosta de personagens bem feitos e/ou misteriosos, é um ótimo livro. Mas não esperem algo nota 10, pois existem partes chatas e linguagem mal feita.
   Nota 1: Peeta é um mala sem alça metrosexual.
   Nota 2: A publicidade da obra é terrível! Quem em sã consciência coloca um comentário de Stephenie Meyer num livro desses? Nada contra ela, mas não é de se esperar que uma escritora de livros de vampiro vá comentar em um livro futurista. E aquela capa? Que vergonha! Além das excelentes frases de efeito, não é? “Matar ou morrer, não há escolha” Óóó, choquei.

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